Esta é a continuação de outro artigo. Se não leu o primeiro, leia Que caminho seguir no desenvolvimento web? (parte 1).

Deixando de lado o desenvolvimento para desktop que abordei no capítulo anterior, vamos para o tema principal do artigo, desenvolver para a web. Provavelmente você já viu alguém falar que a web é o futuro, e todo este blá blá blá que não vou repetir aqui, apesar de achar que é verdade. Vale ressaltar todos os pontos fortes, que é a facilidade de escrever um aplicativo que vai rodar em todo tipo de Sistema Operacional, e até em celulares, sem muito esforço.

Dentro da área do desenvolvimento web existem tantas opções que é fácil ficar perdido. Você pode desenvolver programando em Java, ASP, .NET, PHP, Python, Ruby, pra citar as principais. Pode também ser o cara que programa scripts que rodarão no lado do cliente, que é o caso do javascript. Pode desenvolver aplicações irritantes em flash ou silverlight. Ou pode ser o gay o cara que desenvolve “a cara” do site, que é o gay designer. Caraca, quantas opções.

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Sei que andei um pouco relaxado em relação a esse blog, mas um monte de coisa aconteceu. Entre elas o fato de eu ter ficado mais de 2 meses sem computador, porque meu notebook deu o segundo defeito em menos de 3 meses e acabei me livrando dele. Mas voltando ao assunto do post…

Recebi uma sugestão do cara que é provavelmente meu mais antigo leitor aqui no blog, o Victor Mendes. E a sugestão dele é mesmo muito boa. Tão boa que resolvi criar uma série só com isso. O Victor, assim como muitas outras pessoas, está na faculdade, aprendendo essa coisa complicada que é a programação, e não sabe muito bem o caminho que vai escolher. O principal motivo disso, claro, é que as opções existentes simplesmente são mal explicadas, cheias de boatos e meias informações.

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Eu sempre achei curioso como, na faculdade, eles têm todo um cuidado especial de nos ensinar de uma forma que estejamos despreparados para o mercado de trabalho ao terminar o curso. O pouco que eles realmente nos ensinam, fazem de uma forma muito extensa, demorada, desajeitada.

Tenho prestado atenção há tempos num vício que a faculdade cria em nós de sempre responder a uma avaliação da forma mais extensa possível, pra não dizer que é de forma “enrolativa” (sim, eu gosto de neologismos). Não basta apenas responder o que foi perguntado, para ganharmos a nota máxima precisamos dar três voltas em torno do assunto a passos arrastados, nos aproximar com cautela e só então dar a resposta.

No mundo de verdade lá fora, no mundo real das empresas onde os profissionais estão sempre correndo contra o relógio, os problemas devem ser solucionados de forma rápida, direta. As pessoas precisam ir direto ao ponto. Nas universidades, por algum motivo completamente desconhecido, parece que todos os professores decidiram em uníssono seguir o caminho completamente oposto. Uma solução direta para um problema é punida com uma nota apenas parcial. Você não consegue a nota máxima sem enrolar e resolver o problema de um jeito extenso e demorado.

Até reparei isso recentemente ao fazer uma entrevista de emprego. Sorte minha que foi com algo simples. Ao ter que escrever uma query em SQL, eu precisava unir duas tabelas. Eu poderia ter colocado uma simples vírgula entre os nomes da tabela, e eu tinha noção disso, mas viciado pelas avaliações de faculdade eu tive todo o trabalho extre de escrever por extenso “INNER JOIN” para uni-las. Pior ainda que o entrevistador citou este fato, me lembrando que teria sido melhor ter apenas colocado a vírgula.

Ao sair da faculdade, todos os vícios que eles levam 4 (ou 5) anos pra enfiar na nossa cabeça precisam ser eliminados. É preciso botar muita coisa pra fora e reaprender a fazer muita coisa do jeito certo, sem enrolar. E depois acham estranho quando as empresas reclamam que muita gente da área de TI sai da faculdade sem estar apto pra trabalhar…

PS: Este post saiu muito mais fraco do que eu esperava. Provavelmente é por estar há tanto sem escrever. Acreditem que os próximos textos vão ser melhores. Eu juro pelo Bill Gates mortinho.

JavaA web é um espaço democrático e, quase, universalmente reconhecido. Qualquer computador ou dispositivo com um mínimo de inteligência é capaz de acessar sites. Com isso, cresce cada vez mais o uso da web como plataforma para aplicações, no lugar dos programas offline que estamos acostumados a usar.

A web, por sua natureza, á uma plataforma muito melhor do que o desktop para as aplicações universais, que rodem exatamente da mesma forma em qualquer sistema operacional. Basta você fazer uma única aplicação web, e ela rodará no Windows, Linux, Mac, Solaris, React OS, e muitos outros sistemas operacionais. E ainda com a vantagem de seus dados do programa poderem ser acessador de qualquer computador, já que todas as informações estão salvas na web.

Mas… criar aplicações que rodem em todo lugar não é justamente a proposta do java? Nós temos aqui, então, uma concorrência, uma disputa entre duas plataformas que, embora distintas, possuem um mesmo objetivo. Sendo ainda que o java perde pontos por ser lento como um dinossauro de pantufas.

A previsão de muita gente na área é de que o Java será usado cada vez menos, sendo substituído pelas aplicações online. E, pelo que parece, isto já começou. A nova versão do Mac OS (Leopard) não possui qualquer suporte ao Java 6, e ainda possui um suporte mínimo (e insuficiente) ao Java 5.

A reação de muitos usuários do Mac a isso não foi tão ruim. Muitos só disseram que nem usavam java mesmo, e seguiram adiante. Se pararmos pra pensar, o Java realmente faria falta hoje em dia? Quanto programas java você usa que não possuem um substituto equivalente para seu SO, e nem possuem um correspondente online? Será que ele não poderia ser reconstruído como uma aplicação web e você nem sentiria a diferença?

Eu queria ver opinião de leitores sobre isso, e o que acham do futuro as aplicações java e das aplicações online. Será que o java continua pelos próximos anos sem perder uma boa parcela do mercado?

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Fox Eating IE - Die, IE, DIESe tem uma coisa que nós (brasileiros) sabemos fazer muito bem são protestos inúteis. Protestos silenciosos, protestos onde todos vestem uma mesma cor de roupa, e por aí vai. Pois proponho agora que façamos um protesto pelo fim do Internet Explorer.

Qualquer pessoa que entenda pelo menos um pouco de informática e web design sabe que o Internet Explorer é um grande vilão, um atraso para toda a web. Não suporta os padrões, não dá suporte completo ao CSS2 que já existe há anos, ele interpreta o javascript como bem entende…

E aí qualquer pessoa que está fazendo um site tem dois trabalhos: fazer o site do jeito certo, e então usar truques para que o IE também consiga entender. Muitas empresas, para poupar tempo, fazem o site apenas do jeito errado, ou seja, o jeito do IE. E então pessoas leigas vêem que o site está funcionando no internet explorer, mas não está funcionando no firefox, e concluem que o erro está no firefox.

E esta é a verdadeira proposta da Microsoft, claro. Fazer com que as pessoas tenham que adotar o seu estilo de site, já que o navegador tem boa parcela do mercado, em vez de programar do jeito certo. Esta prática levará a dois grandes problemas em breve na web, quando chegarem o CSS3 e o HTML5. Ambos trarão grandes mudanças e avanços nos sites, mas o internet explorer demorará muito para suportá-los. E se o internet explorer não suporta nova tecnologia, é como se ela não existisse, pois não podemos fazer sites que apenas 15 ou 20% das pessoas irão acessar.

Minha proposta de protesto é que todos fiquem em silêncio às 3:49 da manhã do dia 17 de outubro. O que tem no dia 17 de outubro, Bighi? Nada! Mas mesmo assim ficaremos em silêncio por um minuto inteiro. Vamos fazer a Microsoft sentir nosso poder! Vamos mostrar que é que manda! Queremos o fim do internet explorer já!


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